nice little live set from Emilio Santiago – recorded in support of his excellent studio album of the same name, but with a slightly different feel overall! Instrumentation is by a tight combo with more than a bit of jazz in the mix – perfect for Santiago's vocals, which have all the warm, soulful qualities we've loved for decades – a sound that was already mature and fully-formed back in the 70s, and has only gotten better as years have gone on! Keyboards and percussion make the instrumentation sound great – and titles include "Confissao", "Olhou Pra Mim", "Nunca Mais", "So Danco Samba", "Influencia Do Jazz", "Sambou Sambou", and "Tendencia". © 1996-2012, Dusty Groove America, Inc.
SAMBA
Emilio Santiago - So Danco Samba – Ao Vivo (SAMBA) escrito em sábado 10 março 2012 14:39
Encontro de gigantes – Pixinguinha Vinicius de Moraes (SAMBA) escrito em quarta 29 fevereiro 2012 12:41
Exposição de Pixinguinha resgata documentário sobre a parceria do compositor com o poeta Vinicius de Moraes
Um dos maiores mestres do choro terá sua trajetória exposta na mostra Pixinguinha, em Brasília, de 13 de março a 06 de maio. Fotos, documentos e vídeos preencherão doze salas do Centro Cultural Banco do Brasil, idealizadas pela pesquisadora Lu Araújo, com o neto do artista, Marcelo Vianna, e o maestro Caio Cezar.
Um dos espaços será dedicado ao filme Sol Sobre a Lama, longa dos anos 60, dirigido por Alex Viany. Na época, o cineasta convidou Pixinguinha e Pixinguinha para compor a trilha sonora. Assista ao documentário Nós Somos um Poema, produzido pela própria curadora da exposição, que recupera essa histórica parceria entre os dois gigantes da música brasileira.
Miku 'Caymmi Underground' (SAMBA) escrito em quarta 29 fevereiro 2012 11:33
show Caymmi Underground traz canções do compositor que retratou a Bahia em suas letras e versos, e de outros cancioneiros da música brasileira, dialogando com programações eletrônicas. Com essa proposta Miku, experimento musical áudio visual, formado pela cantora AD, pelo programador Dexter, o guitarrista Peu Souza e o percussionista Sapoti unem o lamento de Caymmi e das lavadeiras a musicalidade do blues e sampleados.
Parte da obra de Xangô relançada em CD (SAMBA) escrito em sexta 24 fevereiro 2012 07:24
Álbuns raros do cantor, achados
apenas em sebos, ganham agora versões com melhor qualidade de
som
Assim como outros nomes importantes da velha guarda do samba, Xangô
da Mangueira (1923-2009) foi reverenciado, na década passada, em
livros, discos e condecorações. Mas só agora, três carnavais após
sua morte, são lançados em CD os quatro LPs que ele gravou nos anos
1970, preciosidades que estavam restritas a sebos, bancas de
produtos piratas e às trocas de arquivos na internet: "O rei do
partido-alto" (1972), "Velho batuqueiro" (1975), "Chão da
Mangueira" (1976) e "Xangô da Mangueira" (1978).
Ouvir esses trabalhos distribuídos pelo selo Discobertas, de
Marcelo Froes, significa ter acesso, digamos, a quase duas parcelas
da força de Olivério Ferreira, apelidado Xangô por um colega a quem
resolvera chamar de Macumba. Pode-se admirar sua voz grave e
imponente, então em perfeita forma, e bastante da sua destreza no
partido alto, terreno em que, como explicitava o título de seu LP
de estreia, era rei.
O advérbio "bastante" é para assinalar que quase todas as faixas
são partidos, mas nem todas com versos feitos na hora, marca do
mais exigente dos subgêneros do samba. Embora craque na
improvisação, Xangô podia levar para o estúdio, como é praxe nos
discos do gênero, as melhores "segundas partes" (os refrães são
fixos) que criara antes.
Basta, porém, ouvir as duas primeiras músicas do primeiro disco
para perceber o brilho de suas criações: "Moro na roça", adaptação
de um tema popular que fez ao lado do também mangueirense Jorge
Zagaia, é o seu partido mais famoso; e "Quando vim de Minas" se
tornou enorme sucesso após a gravação de Clara Nunes, em
1973.
"Grande parte das trovas, quadras e outros tipos de estrofes da
poesia popular se iniciam por versos padronizados, chamados ´pés de
cantigas´ ou ´versos-feitos´ (´Vou-me embora, vou-me embora´; ´Da
Bahia me mandaram´ etc.). Xangô, como Clementina de Jesus, conhecia
muitos deles e os usava, com muito talento, em suas intervenções
nas rodas de partido", ensina o compositor e escritor Nei Lopes,
mestre no assunto. "Talvez ele não tivesse o dom do improviso de
Aniceto do Império nem a verve dos geniais Padeirinho da Mangueira
e Geraldo Babão, do Salgueiro. Mas, somando seu conhecimento a uma
voz prodigiosa, a uma elegância inata e ao porte aristocrático de
um verdadeiro Xangô, cravou o nome na história do samba e em
especial do partido-alto, que é o samba dos bambambãs, dos
excelentes, dos proeminentes, dos bambas que não bambeiam".
Nei escreveu parte dos textos de "Xangô da Mangueira - Recordações
de um velho batuqueiro", que Cristiane Cotrim e Ricardo Cotrim
organizaram em 2005. No ano seguinte, a Associação Brasil Mestiço
realizou "Xangô da Mangueira", com textos de Marceu Vieira e fotos
de Bruno Veiga.
Ambos foram projetos patrocinados, sem distribuição comercial.
Tratam-se de livros-CD, nos quais a produção da parte musical ficou
a cargo de Paulão 7 Cordas. "A voz podia não ser a mesma, mas
fizemos coisas bonitas, buscando uma nova ótica para o repertório
dele", destaca Paulão, ressaltando em Xangô "a elegância e a
delicadeza próprias das pessoas que não têm dúvidas a respeito de
si mesmas".
Outra homenagem que teve, até agora, pequena circulação é "Quando
Xangô apitar", média-metragem de Emilio Domingos e Gustavo Rajão
exibido apenas na edição de 2011 da Mostra Internacional do Filme
Etnográfico. Feito com poucos dinheiro e tempo, o filme tem uma
entrevista que os diretores fizeram em 2001 com Xangô, além de
imagens recentes e de arquivo. "Quero até botar no YouTube, porque
pode ser uma fonte de pesquisa importante, e Xangô se preocupava
muito com a preservação da memória", diz Emilio Domingos, que
consultará a viúva, Sônia Ferreira, em cuja casa, no Irajá, está o
acervo do sambista.
O título "Quando o Xangô apitar" cita uma expressão comum no meio
do samba, especialmente na Mangueira, e reflete a autoridade que
Xangô construiu em cinco décadas como diretor de harmonia da verde
e rosa - ele substituiu Cartola na função em 1951 e passou o posto
de intérprete para Jamelão. Com o seu apito, controlava centenas de
componentes num tempo em que, sem a potência das caixas de som de
hoje (e ele foi o primeiro a usar microfone no desfile), o risco de
o samba atravessar na avenida era enorme.
Tantinho da Mangueira, um dos principais cantores e partideiros da
escola de samba carioca, seguia as orientações do diretor de
harmonia e, também, do "rei do partido-alto".
"Ele ensinava como fazer a divisão dos versos no partido-alto, que
é o mais difícil. Mas eu fui seguir meu caminho, porque o do Xangô
era único, ninguém conseguia copiar. Ele gostava muito dos temas de
roça, trazidos do interior", diz Tantinho.
Xangô nasceu no Estácio, filho de mãe mineira e pai paulista, e
cresceu numa ainda rural Baixada Fluminense. Morou em Rocha
Miranda, circulou muito por Madureira, passou pela Portela e se
firmou na Mangueira. Trabalhou no Cais do Porto como servente,
porteiro e estivador, coroando sua formação, como ressalta o
pesquisador Nei Lopes, nesta área decisiva para a tradição do
samba. Quem ouvir seus relançados discos provará o sabor desse
caldo. (Diaro do nordeste)
Paulinho da Viola - Para ver os meninos (SAMBA) escrito em sexta 24 fevereiro 2012 10:09
Completando 70 anos em 2012 com material inédito para gravar CD, Paulinho da Viola aceita ser
homenageado em bloco, amanhã, para que jovens conheçam os sambas de antigos compositores
Em meados do ano passado, o j o r n a l i s t a e p e s q u i s a d o r Vagner Fernandes esteve com Paulinho da Viola não para saber se lhe interessava receber uma homenagem, mas para comunicar que ele seria homenageado pelo bloco Timoneiros da Viola, que acabara de ser criado. O compositor
se assustou, pois, em função do plano que traçara para o carnaval de 2012 (shows no Sesc Pinheiros, em São Paulo, de sexta-feira a domingo, e descanso nos dois dias restantes), já recusara
convite de outro bloco.
Acalmou-se ao ser informado que o desfile seria no domingo anterior ao carnaval, data sem compromisso marcado. Mas assustou-se de novo quando ouviu que apenas músicas suas estariam
no repertório.
— Isso não existe — rechaçou Paulinho, sugerindo que também fossem cantadas criações de outros autores, “sambas que normalmente não são mais cantados”.
Vagner aceitou o argumento, e é em nome dessa ideia que Paulinho estará amanhã sobre um trio elétrico, sob o calor de Madureira, desempenhando o papel de protagonista da primeira ida às ruas do Timoneiros da Viola, com concentração marcada para as 11h na Praça Paulo da Portela e saída prevista para as 13h.
— Será interessante ver a reação do pessoal mais novo em relação a essas músicas que não vêm sendo cantadas, inclusive músicas de grandes compositores da Portela. Isso me motivou — explica Paulinho.
O bloco promete sambas de Bide, Marçal, Candeia, Nelson Cavaquinho, Cartola, Donga, João da Baiana, Ismael Silva, Alvaiade, Manacéa, Chico Santana... Gente, enfim, que Paulinho homenageou na letra de “Bebadosamba”.
— Queremos cantar samba durante o carnaval. É só isso, o feijão com arroz — afirma Vagner, ampliando sua ambição ao dizer que “a ideia foi recuperar o romantismo dos antigos carnavais de subúrbio”.
Paulinho diz que muitos desses carnavais passaram por sua vida. Ele brincava em blocos por Madureira, Cascadura, Campinho, Marechal Hermes, Vila Valqueire e, também, Botafogo, onde passou infância e adolescência.
— Assisti a muitos ensaios dos Foliões de Botafogo, inclusive o do lançamento do “Tristeza” (“Tristeza/ Por favor, vá embora...”), do Niltinho. Tinha o Carijó, que era da rua em que eu morava, a Pinheiro Guimarães. O bloco cantava os sambas do rádio, como se dizia. Outros blocos tinham compositores, como o São Clemente. Brinquei muito carnaval, fui
até a banho de mar a fantasia — recorda-se ele.
Por Paulinho, a Velha Guarda da Portela subirá amanhã pela primeira vez num trio elétrico. Pela Velha Guarda, da qual é padrinho e o pioneiro produtor (disco “Passado de glória”, de 1970), e por insistência de outros amigos da escola, Paulinho não faltará ao desfile da Portela, o segundo do domingo de carnaval. Logo após o show do Sesc Pinheiros, pegará um avião e correrá para o Sambódromo.
— Nunca fiz isso — espanta-se ele, que voltou a sair em sua escola em 1995, após 17 anos de afastamento, e desde então só faltou em duas ocasiões.
— Estamos num outro tempo, e muitos dos grandes sam bas do passado não podem ser cantados no andamento atual (acelerado) — observa. — Falei demais sobre isso, até compreender que a vida é isso mesmo, a vida muda.
Passei a evitar críticas, porque há pessoas envolvidas nesse trabalho o ano inteiro, aquilo (as escolas de samba) é a vida delas. Não tem sentido ficar repetindo o que eu já disse.
Em 12 de novembro, Paulinho completará 70 anos. Com a discrição habitual,
diz que não tem planos de comemoração:
— Por mim, não faria nada. E acho que não vai ter nada de especial. Tomara que não.
Mas, ainda que por coincidência, poderá haver. Ele foi sondado para se apresentar pela
primeira vez no Carnegie Hall, em Nova York, em novembro. Se confirmado,
o show sera dentro de um pequeno festival de música brasileira a ser realizado n o m e s m o p a l c o e m que, há 50 anos, ocorreu o concerto que lançou a bossa nova nos Estados Unidos.
E ainda há a possibilidade de acontecer algo cada vez mais raro na carreira de Paulinho: um disco. Ele, que lançava pelo menos um por ano na década de 1970 (em 1971 e 1976 foram dois), foi aumentando os intervalos a partir da década seguinte. O último majoritariamente de inéditas foi “Bebadosamba”, de 1996. O último a ser lançado, “Acústico MTV” (2007), tinha quatro canções novas.
— Tenho umas sete inéditas. Mostrei algumas no show do Vivo Rio (em julho passado), m a s d e p o i s g u a rd e i .
Estou trabalhando outras, e há antigas praticamente prontas. Pode ser para este ano (o disco).
Espero que seja — diz ele, que tem com a S o n y, q u e l a n ç o u o “Acústico”, contrato para um segundo CD, mas está brigando na Justiça com a gravadora, pois ela alega que o artista descumpriu um contrato de administração de shows ao não repassar uma quantia.
Ser convencido a estar amanhã em Madureira não foi obra do acaso. Portelense que desfila na escola desde os 9 anos, Vagner o conhece há muito tempo. Já publicou um livro — que será relançado este ano — sobre Clara Nunes, um dos maiores símbolos da Portela e presente no enredo deste ano, e concluiu outro sobre Cartola, um dos mestres de Paulinho.
— Tenho verdadeira idolatria por Paulinho. E imaginei o bloco quando estava no Largo de Bangu, no carnaval do ano passado, e vi as pessoas se abraçando e chorando quando tocou “Foi um rio que passou em minha vida” — conta Vagner, que, atendendo a sugestões de Paulinho, pretende que a bateria do bloco toque os sambas com cadência semelhante à dos tempos idos.
O autor de “Para ver as meninas” aguarda a chegada do sexto neto e acompanha as carreiras dos filhos, como Beatriz Faria, atriz e cantora que está no elenco do musical “Sassaricando”, e João Rabello, violonista como o tio Raphael e que lançou no final do ano passado, aos 30 anos, seu segundo CD, “Uma pausa de mil compassos”.
— Gostei muito desse disco. João poderia até trabalhar menos, mas faz um esforço para criar uma coisa dele. Acho que ele está no caminho certo — aprova o pai. ■ (O Globo 2012)







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