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SAMBA

Beth Carvalho vai ser homenageada no Grammy Latino  (SAMBA) escrito em sexta 25 setembro 2009 16:47

Blog de bossa-mag :Bossa Nova, Henri Salvador,Leny Andrade, Jobim, B Powell,J Gilberto,Lyra,Teresa Cristina, Beth Carvalho vai ser homenageada no Grammy Latino

Em comunicado distribuído nesta quinta-feira, a Academia Latina de Gravação anunciou que Beth Carvalho será uma das artistas homenageadas na décima edição do Grammy Latino.

Junto a outras estrelas da música latino-americana, como o roqueiro argentino Charly García, a peruana Tania Libertad, o percussionista cubano Candido Camero, o cantor e poeta mexicano Juan Romero e o cantor mexicano Marco Antonio Muñiz, a cantora brasileira receberá o Prêmio à Excelência Musical no dia 4 de novembro, em cerimônia no Four Seasons Hotel, em Las Vegas;

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A caminho de Roma - quando Vinicius de Moraes foi homenageado em Lisboa por Amália Rodrigues  (SAMBA) escrito em quarta 16 setembro 2009 15:03

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A caminho de Roma, onde ia passar o Natal, Vinicius de Moraes foi homenageado em Lisboa por Amália Rodrigues. Uma festa na casa da grande intérprete aconteceu no dia 19 de dezembro de 1968. Além do poeta e da dona da casa, participaram do sarau David Mourão-Ferreira, Natália Correia, José Carlos Ary dos Santos, Alain Oulman, Hugo Ribeiro e um microfone escondido numa jarra de flores. A noite de poesia e violão deu origem a um disco que sai agora em CD pela Biscoito Fino.
Os fados de Amália, que estava um pouco rouca na ocasião, e as introduções de David Mourão-ferreira foram posteriormente registradas em estúdio. A fadista foi ao estúdio para a gravação, que depois foi integrada com perícia para criar a ilusão de ter ocorrido na mesma noite. Ao vivo mesmo ficaram as canções de Vinicius e as declamações de Natália Correia e de Ary dos Santos. 
Jorge Mourinha, que escreve um texto no encarte do CD, explica que os serões em casa de Amália eram lendários. Longas noites em que ela recebia os poetas de quem gostava ou com quem trabalhava. O sarau gravado neste CD tinha um diferencial: a presença do brasileiro Vinicius de Moraes, o que incentivou Rui Valentim de Carvalho a deslocar os gravadores de Paço D´Arcos para a casa da cantora, para que o engenheiro de som Hugo Ribeiro pudesse registrar o encontro.  
Como acrescenta Jorge Mourinha em seu texto, este é um documento sem tempo, nem preço. São 19 faixas que intercalam poesia e canto, com a participação de todos os presentes.

Faixas:
Retrato de Amália
- Ary dos Santos
Defesa do Poeta
- Natália Correia
Havemos de Ir A Viana
- Amália Rodrigues
Monólogo de Orfeu
- Vinicius de Moraes
Poema dos Olhos da Amada
- Vinicius de Moraes
Abandono
- Amália Rodrigues
Formosinha de Elvas
- Natália Correia
O Objeto
- Ary dos Santos
O Dia da Criação
- Vinicius de Moraes
Fado para a Lua de Lisboa
- David Mourão-Ferreira
Gaivota
- Amália Rodrigues
Balada do Mangue
- Vinicius de Moraes
Saudades do Brasil em Portugal
- Vinicius de Moraes
Saudades do Brasil em Portugal
- Amália Rodrigues
Pra que Chorar?
- Vinicius de Moraes
O Retrato do Poeta
- Ary dos Santos
Fado Português
- Amália Rodrigues
Autogénese
- Natália Correia
Mensagem - Vinicius de Moraes

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Jackson do Pandeiro : Homenagens marcam 90 anos do Rei do Ritmo  (SAMBA) escrito em quinta 03 setembro 2009 16:36

Blog de bossa-mag :Bossa Nova, Henri Salvador,Leny Andrade, Jobim, B Powell,J Gilberto,Lyra,Teresa Cristina, Jackson do Pandeiro : Homenagens marcam 90 anos do Rei do Ritmo

Com memorial que resgata seu rico legado, shows, documentário e exposição, Jackson do Pandeiro recebe tributos em diferentes regiões do País até 2010

Um fato pitoresco marca a relação de Jackson do Pandeiro (José Gomes Filho, 1919-1982) com sua cidade natal. O ritmista, cantor e compositor, que nesta semana completaria 90 anos (na segunda-feira), deixou Alagoa Grande, no interior da Paraíba, aos 10 anos, a pé, e só retornou no final do ano passado, via Sedex, quando seus restos mortais - que estavam enterrados no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro - foram transferidos para lá. Vinte e seis anos após sua morte, seu corpo chegou a Alagoa Grande em cima da hora da inauguração do Memorial Jackson do Pandeiro, ocorrida em 19 de novembro de 2008 (por isso, a urgência do Sedex). Pode-se dizer que esse museu que o homenageia abriga um acervo praticamente integral de sua obra.

O trabalho de resgate do legado do "Rei do Ritmo" teve início em 1993, quando o jornalista e autor da biografia Jackson do Pandeiro - O Rei do Ritmo (Editora 34, 2001), Fernando Moura, resolveu compilar documentos, fotografias, discos e gravações de Jackson. Dezesseis anos depois, são mais de 500 fotos, 417 músicas digitalizadas (duas delas descobertas em março deste ano), 120 discos, incluindo regravações, os clássicos chapéus, camisas e instrumentos como tamborim, reco-reco, um violão autografado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, e apenas um pandeiro. "Quando Jackson morreu, ele tinha 150 pandeiros. Lamentavelmente, eles sumiram, foram furtados. Mas a família conseguiu guardar pelo menos um, que hoje é uma raridade", diz o biógrafo.

Como Jackson do Pandeiro não teve filhos, os únicos parentes que ainda têm alguma ligação com sua obra são os sobrinhos José Gomes Sobrinho, percussionista que acompanha Zé Ramalho, e Geralda Gomes. À parte os familiares, grandes contribuições são recebidas de doadores. Porém, infelizmente nem todos pensam apenas em preservar o patrimônio cultural do País, exigindo dinheiro em troca de raridades escondidas do Rei do Ritmo. "Recentemente encontrei um sujeito que tem 11 LPs de Jackson inexistentes em nosso museu. Mas ele pediu R$ 200 por disco. Já solicitei verba para a prefeitura para ver se conseguimos levar esses álbuns para o memorial. É uma obra em construção, mas grande parte já foi recuperada", diz Severino Antônio, conhecido como Bibiu de Jatobá, secretário de Cultura de Alagoa Grande e administrador do museu.

Jackson, que fez grande sucesso nos anos 1950, a partir de 1953, quando morava no Recife e lançou o 78 rpm com Forró em Limoeiro e Sebastiana, caiu no ostracismo nas décadas seguintes, voltando a fazer sucesso nos últimos anos de vida, alavancado por Pixinguinha. Atualmente, sua obra vem ganhando cada vez mais reconhecimento. Em 2009, o compositor já recebeu diversas homenagens, como tributos nas festas de São João, apresentações no Sesc, na casa Canto da Ema (São Paulo) pelo pernambucano Silvério Pessoa e, mais recentemente, no último sábado, com um show na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, em João Pessoa, com participação de 11 músicos e a presença da viúva de Jackson, Neuza Flores. O evento também contou com a exibição do documentário Jackson do Pandeiro - Uma Identidade Nacional, com roteiro de Fernando Moura e direção de Gilson Renato. "Indiscutivelmente, ele foi um grande pandeirista. Além disso, ajudou a difundir os ritmos do Nordeste, como a embolada", comenta Edgardo Ronald, que fabricou mais de 600 exemplares do instrumento eternizado pelo sobrenome de Jackson, com clientes como Marcos Suzano, Pernambuco do Pandeiro e Oscar Bolão.

Na segunda-feira, mais um tributo foi prestado a Jackson, com membros da Assembleia Legislativa da Paraíba se dirigindo de João Pessoa para Alagoa Grande. Em 2010, será lançado um livro com enfoque no repertório de mais de 400 canções. Em março, o Sesc Santo André deve receber uma exposição sobre o Rei do Ritmo.

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BADEN POWELL – ao vivo no Teatro Santa Rosa  (SAMBA) escrito em quinta 03 setembro 2009 02:22

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Em 1966 um espetáculo musical apresentado num teatro fez um enorme sucesso no Rio de Janeiro. Ficou cinco meses em cartaz com casa lotada e tinha como chamariz o genial violão de Baden Powell. Acompanhado por um trio liderado por Oscar Castro Neves, o show virou disco pela mãos de Aloísio de Oliveira e chega agora, mais de quarenta anos depois, ao CD, pela Biscoito Fino.            
Num texto na contracapa do então LP, Aloísio de Oliveira comemorava a gravação, enfim, de um disco com Baden gravado ao vivo: “Esta oportunidade nos foi dada quando Baden tomou parte no recital de samba no Teatro Santa Rosa do Rio de Janeiro”, relembra ele. Para Aloísio, assim foi mais fácil registrar o impacto e a força do violão de Baden, mais visível  quando ele enfrentava o calor do público.
Simples e belíssimo, como deve ser o trabalho de um músico genial, que além de tocar, compôs alguns clássicos da nossa música. O CD tem apenas dez músicas, sendo que sete, em parceria com Vinicius de Moraes, com quem começara a compor quatro anos antes. E é uma música desta parceria que inicia o show/disco, Berimbau, que Baden emenda com Choro para Metrônomo, composição assinada só por ele.
Depois vêm O Astronauta (Baden/Vinicius), Valsa de Eurídice (Vinicius), Prelúdio em Ré Menor (J. S. Bach) – foi a primeira vez que gravou o compositor barroco -, Berimbau (Baden/Vinicius), Consolação (Baden/Vinicius), Lamento (Pixinguinha/Vinicius), Samba de uma Nota Só (Tom Jobim/Newton Mendonça) e Tempo Feliz (Baden/Vinicius). Esta é a
única  que ganhou voz, do próprio Baden.
Basta ouvir o CD para entender as palavras de Vinicius de Moraes em Samba da Benção: “A benção, Baden Powell, maravilhoso duende da floresta afro-brasileira de sons, gênio bom da moderna canção popular, você para quem o violão é a única arma de combate ao desamor, ao convencionalismo e à indiferença, você cuja música dá tristeza e faz pensar”.

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Marcel Powell e Philippe Baden Powell estão com novos projetos no mercado, "Corda com Bala" (Rob Dig  (SAMBA) escrito em quarta 02 setembro 2009 02:30

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Marcel Powell e Philippe Baden Powell estão com novos projetos no mercado, "Corda com Bala" (Rob Digital) e "Afrosambajazz", este em parceria do segundo com Mario Adnet, e dedicado ao repertório do pai, o violonista Baden Powell

O legado musical de Baden Powell (1937/2000) continua sendo bem tratado por seus filhos, o violonista Marcel e o pianista Phillipe. Músicos com formação iniciada ainda na Europa, acompanhando os shows de Baden, eles mostram que a musicalidade do clã continua inabalável. Em projetos separados, como costumam fazer, depois de dois discos lançados com o pai ("Baden Powell e Filhos" e "Suíte Afro-Brasileira"), eles apresentam um pouco desta herança com que atualizam não apenas a música do pai. Na companhia de André Neiva (baixo) e Sandro Araújo (bateria), o violão de Marcel mostra uma pegada bastante marcada pelo flamenco e por muita brasilidade, até mesmo diante de um "Cry me a river" (Arthur Hamilton, sucesso de Diana Krall). Um repertório que vai de Lenine a Lamartine Babo, passa pela "Bala com Bala" de João Bosco que inspira o título, mas não se esquece do pai, objeto de todo o "Afrosambajazz", de Philllipe e Mario Adnet.

Após "Aperto de Mão" (Rob Digital, 2005), Marcel, 27, deita e rola com seus amigos, no trio que leva seu nome e tem um caráter instrumental brasileiríssimo. Começa a mandar o recado com "O morro não tem vez" (Tom e Vinicius). Depois, a sofisticação atinge seu extremo na tal releitura de Arthur Hamilton, com suas cordas ora "mandando bala", ora caindo no samba e na bossa, entre acepções flamencas e eruditas, com direito a solo de Sandro. Produzido pelo guitarrista Victor Biglione, "Corda com Bala" samba mais, com muito suingue do trio. "O dia em que faremos contato" (Lenine e Bráulio Tavares) tem citação da já tocada "O morro não tem vez", funk e muitas viagens nas cordas siderais de Marcel.

Lançado recentemente na loja de discos Modern Sound, em Copacabana, o álbum impressiona pela intensidade com que verte cada faixa em diversas direções. Desde seus primeiros acordes, elas nos levam além do horizonte original das canções, como em "Serra da Boa Esperança" (Lamartine Babo). Homenageado no disco anterior pelo filho, Baden manda de presente a inédita "Um abraço no trio elétrico", uma frenética saudação, em "notas soltas", ao bandolim de Armandinho, e "Chora, violão", um choro clássico, praticamente inédito, em homenagem a Raphael Rabello. Ambas são tocadas em solo pelo filho. O violão de Marcel ganha timbres de seresta no seu "Lamento Fluminense". Na seqüência, a nordestinidade, ainda lírica, logo endiabrada, do medley de "Lamento Sertanejo" (Dominguinhos e Gilberto Gil) com "Feira de Mangaio" (Sivuca e Glória Gadelha). Gravado no "Aperto de mão", com "Desenho de Giz", João Bosco volta no medley "Bala com Bala" e "Incompatibilidade de gênios". Fechando a festa, "Essa mulher" (Joyce e Ana Terra) também tem cores brasileiras e jazzísticas, de um violão e um trio universais.

Saravá orquestrado

Os afro-sambas de Baden e Vinicius, que a novíssima gramática brasileira trata agora de "afrossambas", continuam fazendo parte da história da nossa música, e, como tal, devem seguir reverenciados. É o caso deste encontro de arranjadores, o experiente violonista Mario Adnet e o jovem pianista Philippe Baden Powell, patrocinado pelo projeto Natura Musical. Depois de dedicar trabalhos sinfônicos a Tom Jobim e Moacir Santos, Mario Adnet volta a orquestrar a obra de outro gênio brasileiro. Sem aterem-se à maioria das letras, eles têm o revezamento de grandes músicos do eixo Rio-São Paulo: Marcos Nimrichter (piano e acordeom), Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria), Armando Marçal (percussão), Ricardo Silveira (guitarra), Antonia Adnet (violão 7 cordas), Hugo Pilger (cello) e de um naipe com Jessé Sadoc (clarinete e flugelhorn), Cristiano Alves (clarone), Aquiles Moraes (trompete), Phiilip Doyle (trompa), Everson Moraes e Vittor Santos (trombone), Joana Adnet (clarinete e voz), Henrique Band (sax alto), Eduardo Neves (sax tenor), Teco Cardoso (sax barítono) e Andréa Ernest Dias (flauta). Mônica Salmaso dá voz a "Canto de Yemanjá" e a "Ladainha" (Baden e Silvia Powell). Maúcha Adnet, a "Canto" (Baden e Idázio Tavares), também da bela "Suíte Yansan", um dos momentos mais sublimes deste projeto.

Em seu quarto CD, descontando os dois com Marcel e Baden, Philippe, 31, propõe junto a Adnet um leitura mais próxima de Moacir Santos deste legado, sem trocadilhos, naturalmente precioso. Por sinal, Baden chegou a estudar com Moacir. E certamente tiveram outros vínculos estéticos. O resultado é que, nove anos após a morte de Baden, temas como "Canto de Xangô", "Lamento de Exu", "Canto de Ossanha", "Canto de Iemanjá" e "Berimbau" se unem a outros afro-sambas, os feitos com Paulo César Pinheiro, como "Sermão", além de outros que Baden (cuja imagem está presente no encarte em algumas fotos, inclusive com Philippe e Mário) guardou para si, como os inéditos "Ritmo Afro", "Lamento de Preto Velho" (com voz de Carlos Negreiros) ou "Domingo de Ramos". E têm suas personalidades afirmadas, ainda que, em meio a tanto ritmo, o lirismo, sobretudo destas inéditas, como na suíte e na toada-choro "Caxangá de Oxalá", possa nos surpreender. Claro, positivamente, ao contrário da novíssima grafia criada pelos marketeiros deste projeto que saúda o compositor com todo o seu ritmo e com todos os sopros que ele jamais imaginou comportar em seu violão, além de uma voz e uma percussão afro-brasileiras. Arranjos que podem ser interpretados como outro dos grandes méritos do projeto.

CD 
"Afrosambajazz"
Philippe Baden Powell e Mario Adnet
R$ 35,00
14 faixas
2009
Biscoito Fino

"Corda com Bala"
Marcel Powell Trio
R$ 25,00
10 faixas
2009
Rob Digital

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